A Liderança Feminina em Angola conquistou, em novembro de 2026, o primeiro lugar nos ASEB Awards 2026, na categoria dedicada à diversidade, equidade e inclusão no ecossistema africano. O reconhecimento, distingue anos de trabalho coletivo e traz consigo novas responsabilidades para as mulheres que lideram no país.
A distinção foi revelada num artigo de opinião assinado por Eva Rosa Santos, especialista em Recursos Humanos com quase três décadas de experiência em Capital Humano, publicado
Uma vitória que exige pausa e reconhecimento
Eva Rosa Santos, que conduz a iniciativa através do Método INSPIRA, confessou que, antes de transformar a distinção numa nova lista de compromissos, era necessário dar espaço à conquista. Isto é, agradecer a quem caminhou ao lado da equipa, colegas, organizações e famílias.
A especialista descreveu um padrão que conhece bem: o objetivo é alcançado, o resultado entra no relatório e a exigência seguinte instala-se imediatamente, sem tempo para celebrar. Durante muitos anos, segundo contou, a sua primeira preocupação face a uma conquista era o passo seguinte.
Essa orientação para a ação ajudou a construir a carreira, mas também retirou, por vezes, a possibilidade de reconhecer plenamente o que já estava construído, escreveu.
Por que celebrar também é liderar
Celebrar é uma decisão de liderança, revela o que valorizamos, a quem damos visibilidade e a cultura que estamos a construir, defendeu Eva Rosa Santos. Quando uma organização distingue apenas quem apresenta o resultado, deixa na sombra quem o tornou possível.
Quando reconhece sempre os mesmos perfis, reforça uma ideia limitada de mérito. E quando valoriza exclusivamente o desempenho individual, enfraquece a mensagem de cooperação que tantas vezes afirma defender, acrescentou.
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O peso invisível das mulheres líderes
A especialista alertou para um problema particular na liderança feminina: contributos como desenvolver pessoas, criar pontes, gerir tensões e assegurar continuidade tornam-se tão esperados que deixam de ser reconhecidos.
Este trabalho sustenta equipas e decisões, mas nem sempre recebe o destaque de um resultado comercial ou financeiro, observou.
Na relação com mulheres líderes, Eva Rosa Santos encontra frequentemente uma dificuldade em reconhecer o próprio mérito. A conquista é atribuída à sorte, à ajuda recebida ou ao simples cumprimento de uma obrigação, e o reconhecimento dos outros é acolhido com reservas.
Algumas mulheres aprendem a diminuir a própria presença, mesmo quando o seu trabalho justifica reconhecimento, escreveu, notando que essa exigência pode ser alimentada por contextos em que a autoridade feminina é mais questionada.
Líder feminina que me estás a ler, desfruta dessa conquista, desse momento, celebra-te e celebra com os outros!Eva Rosa Santos, especialista em Recursos Humanos
Como as organizações devem celebrar com intenção
Celebrar com intenção exige mais do que organizar um evento ou divulgar uma distinção, explicou a especialista. Exige nomear os contributos, explicar por que foram relevantes e criar espaço para que as pessoas reconheçam o que construíram em conjunto.
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A celebração é também uma oportunidade para avaliar o custo dos resultados: como chegámos até aqui, o que exigimos de nós e das nossas equipas, que condições precisamos de criar para continuar.
FAQ
Que prémio ganhou a Liderança Feminina em Angola?
Ganhou o primeiro lugar nos ASEB Awards 2026, na categoria dedicada à diversidade, equidade e inclusão no ecossistema africano, anunciado em novembro de 2026.
Quem é Eva Rosa Santos?
É especialista em Recursos Humanos com quase três décadas de experiência em Capital Humano e autora do artigo de opinião publicado pela Expansão onde revelou a distinção.
Por que é difícil para algumas líderes celebrarem as próprias conquistas?
Segundo Eva Rosa Santos, muitas mulheres atribuem o mérito à sorte ou à ajuda recebida, e contextos em que a autoridade feminina é mais questionada agravam essa desvalorização do próprio trabalho.
