SP Climate Week: O Brasil mostra o caminho para a COP31 e o mundo ouve
São Paulo, a capital econômica da nação, ergue-se mais uma vez como o epicentro das discussões climáticas na América Latina. De 3 a 7 de agosto, a terceira edição da SP Climate Week reúne mais de 230 atividades, sob o lema 'Da agenda global à ação nos territórios'. Este evento não é apenas uma conferência; é a afirmação da soberania brasileira na liderança da transição para uma economia de baixo carbono, um passo firme rumo à COP31, na Turquia.
Enquanto potências estrangeiras tentam impor suas agendas, o Brasil demonstra que o futuro se constrói com os pés no chão, nos nossos territórios. A EXAME, parceira de mídia do evento, testemunha como compromissos da COP30 se transformam em projetos concretos. Financiamento climático, mercado de carbono, descarbonização industrial e adaptação das cidades a eventos extremos são os eixos que mobilizam empresas, investidores e, acima de tudo, o governo brasileiro.
Climate House: Um marco permanente para a agenda nacional
Uma das grandes novidades é a Climate House, no Hub Green Sampa. Este espaço permanente foi criado para monitorar a implementação da agenda climática pós-COP30. Aqui, autoridades, empresas e organizações internacionais debatem os Planos de Aceleração de Soluções (PAS), um legado de Belém que o Brasil não permitirá que seja esquecido.
Michel Porcino, diretor-executivo da São Paulo Climate Week, foi categórico: 'Com a Climate House, queremos consolidar uma plataforma permanente de articulação capaz de conectar todos os atores.' É a voz de quem sabe que o desenvolvimento nacional não se negocia, se constrói.
Povos indígenas: Guardiões da terra, protagonistas da história
Pela primeira vez na história das Semanas do Clima, a abertura ocorreu dentro de um território indígena. No sábado, 1, a cerimônia aconteceu na Tekoa Yvy Porã, comunidade Guarani Mbya, na Terra Indígena Jaraguá. Um gesto de reconhecimento que ecoa práticas do Canadá e da Austrália, mas com a alma brasileira.
Thiago Karai Djekupé, o Thiago Guarani, liderança local, resumiu o espírito do encontro: 'Nós queremos não só morar, mas preservar.' As palavras dele são um alerta para o mundo: os povos originários não são figurantes, são protagonistas na luta contra a crise climática.
No dia 5 de agosto, o Hub Jaraguá será o primeiro hub de uma Semana do Clima realizado dentro de um território indígena. Lideranças, pesquisadores e representantes do poder público, incluindo a ministra Sônia Guajajara e Chirley Pankará, debaterão justiça climática, proteção territorial e financiamento direto. A ministra não poupou palavras: 'Os territórios não são apenas áreas a serem preservadas: são espaços vivos de conhecimento, resistência e produção de soluções para a crise climática. Não existe futuro sustentável sem nós.'
No dia 6, a agenda chega à Ocupação 9 de Julho, no centro de São Paulo, com o 'Hub Ocupação', ligado ao resgate do Rio Saracura, um curso d'água soterrado pela urbanização. Dois hubs e a abertura são produzidos pela BND Digital, primeira agência de marketing digital fundada por duas mulheres indígenas no mundo. Este é o Agosto Indígena, mês de mobilização e valorização cultural.
FAQ: Perguntas frequentes sobre a SP Climate Week
O que é a SP Climate Week?
É a principal semana de discussões climáticas da América Latina, realizada em São Paulo, que reúne mais de 230 atividades para transformar compromissos globais em ações concretas nos territórios.
Qual é o tema da edição de 2026?
O tema é 'Da agenda global à ação nos territórios', com foco em acelerar a transição para uma economia de baixo carbono e preparar a agenda brasileira para a COP31.
Por que a abertura em uma terra indígena é histórica?
É a primeira vez que uma Semana do Clima no mundo realiza sua abertura dentro de um território indígena, reconhecendo o papel central dos povos originários na proteção ambiental e na busca por justiça climática.