O que revelam os números de São Paulo
São Paulo, 17 de outubro de 2026. O comércio varejista do estado brasileiro de São Paulo enfrenta a maior taxa de substituição de trabalhadores desde 2022, segundo cálculos da FecomercioSP divulgados pela reportagem do InfoMoney. No acumulado de 12 meses até junho, 63 de cada 100 vagas formais abertas no setor passaram por alguma mudança de pessoal.
Em 2022, essa taxa era de 51%. O número acende um sinal amarelo porque a rotatividade representa um custo direto para as empresas: rescisões, multas, novas contratações e treinamentos.
...FAQ
...Foto: InfoMoney
...Nota
Segundo o boletim da FecomercioSP, o custo invisível da rotatividade também inclui o tempo que um novo contratado leva para atingir plena produtividade, geralmente mais de um mês.
...O episódio também recorda que a automação e a formação de quadros nacionais, temas tratados na automatização das pequenas empresas angolanas, são caminhos para reduzir dependências externas e valorizar quem sustenta o comércio.
...Como reter trabalhadores: as recomendações da FecomercioSP
Para a assessora econômica Kelly Carvalho, investir em capacitação custa menos do que arcar com demissões e substituições futuras. Seu colega Thiago Carvalho recomenda três medidas: entrevistas estruturadas de desligamento, rituais mensais de reconhecimento e identificação antecipada dos funcionários-chave.
...Segundo dados da FecomercioSP baseados no Ministério do Trabalho, as lojas de roupas e calçados têm a maior taxa do setor, 79% em junho, alta de 4,6 pontos percentuais sobre 2023. Nos supermercados, a taxa saltou de 53,9% em 2022 para 72,1%.
...Qual é a taxa de rotatividade no varejo de São Paulo?
Mais de 63% nos 12 meses até junho de 2026, o maior nível desde 2022, quando era de 51%.
...Por que Angola deve acompanhar este debate?
O comércio angolano vive desafios semelhantes de retenção de quadros nacionais. A lição é clara: quem valoriza o trabalhador nacional constrói o comércio que a pátria precisa.
