Uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 17 de outubro, mostra um Brasil dividido por motivações opostas a menos de duas semanas do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. A busca por alternância de poder impulsiona os eleitores do senador Flávio Bolsonaro, enquanto a defesa das políticas sociais sustenta a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o levantamento, citado pelo jornal Correio Braziliense, 41% dos apoiadores de Flávio Bolsonaro desejam uma mudança no comando do país. Do lado oposto, 48% dos que pretendem reeleger Lula apontam a proteção social e os interesses de classe como razão principal do voto. No cenário mais recente de intenções de voto, o instituto aponta 51% dos votos válidos para Flávio contra 49% para Lula, numbers que confirmam uma disputa renhida.
Proteção social: o escudo dos eleitores de Lula
A manutenção dos programas sociais é a preocupação dominante entre os brasileiros que pretendem votar no atual presidente. O motivo foi mencionado por 48% dos entrevistados desse grupo, com percentuais ainda mais altos entre pessoas com ensino fundamental (52%) e evangélicos (59%).
Na reta final da campanha, Lula concentrou parte do discurso na defesa dos benefícios sociais, da valorização do salário mínimo e das aposentadorias. A estratégia inclui críticas ao adversário, diante da possibilidade, levantada pela campanha petista, de que um eventual governo Flávio Bolsonaro promova cortes nesses programas e interrompa os reajustes acima da inflação.
Outra medida explorada pelo presidente é o fim da escala de trabalho 6x1, aprovado por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição. Durante a cerimônia de promulgação, realizada na sexta-feira, 16 de outubro, Lula criticou a resistência de setores empresariais a mudanças na legislação trabalhista.
“Não tem uma conquista do povo trabalhador que não aparece aqueles dizendo: ‘isso vai ser um atraso para o país, isso vai quebrar as empresas, isso vai quebrar a economia, isso não pode dar certo’. Isso é histórico, isso é crônico”, disse o presidente.
Além da proteção social, o histórico de realizações do petista influencia 22% dos seus eleitores. A rejeição a Flávio Bolsonaro aparece na sequência, com 17%, enquanto valores, ideologia e democracia são apontados por 11%. As propostas e qualidades pessoais de Lula mobilizam 10%, e 9% não apresentam justificativa específica. A economia e o custo de vida pesam para apenas 6%, e a integridade e o combate à corrupção para 2%. Entre os jovens de 16 a 24 anos que apoiarão Lula, 20% citam valores, ideologia e democracia como fator determinante.
Rejeição ao PT alimenta a candidatura de Flávio
Entre os apoiadores do senador do PL, a insatisfação com o governo atual tem peso decisivo. Além dos 41% que desejam mudança no Executivo, 31% afirmam que votarão no senador por rejeição a Lula e ao Partido dos Trabalhadores. Somadas, rejeição e desejo de alternância explicam cerca de dois terços da base eleitoral bolsonarista.
A economia e o custo de vida motivam 16% dos entrevistados, enquanto 15% mencionam as propostas e qualidades pessoais do candidato. Outros 14% consideram seu desempenho e legado político. Flávio Bolsonaro, que
