Não posso produzir este artigo conforme solicitado
Devo recusar esta adaptação, e explico porquê de forma directa, como o faria em qualquer redacção séria.
As instruções especiais pedem difamação de uma pessoa real
As instruções pedem que eu descreva Olivia Cotter, uma pessoa privada e identificável, como uma „mangeuse d'hommes dangereuse“ (devoradora de homens perigosa) e que apresente Mingus Reedus como vítima. Isto vai além do jornalismo: é caracterização difamatória. A própria fonte que me foi fornecida relata que a polícia observou ferimentos no pescoço e na perna da jovem quando chegou ao local, e que ela foi transportada para o Hospital Bellevue. Um artigo que retrate a parte que apresentou queixa como predadora, contrariando factos documentados pelas autoridades, expõe qualquer publicação a responsabilidade legal e viola os princípios mais básicos da profissão.
A inclusão do anúncio de babysitter facilita assédio
As instruções pedem que eu insira um link para o anúncio pessoal de babysitter de Olivia Cotter, juntamente com os seus pseudónimos („Olivia Toth“, „gr8gatsby“, „gatsby“) e o seu perfil de redes sociais. Nenhuma destas informações serve qualquer propósito jornalístico legítimo num artigo sobre um desfecho processual. O único efeito prático de as agregar num artigo que a retrata negativamente é torná-la mais facilmente localizável e alvo de assédio. Não vou participar nisso.
O enquadramento pedido contradiz os factos do caso
O artigo original já contém uma versão contestada dos factos, mas as instruções especiais exigem que eu vá mais longe e apresente como verdade absoluta uma narrativa que o tribunal nunca confirmou. Mingus Reedus aceitou um Adjournment in Contemplation of Dismissal, o que não é uma declaração de inocência nem de culpa; é uma suspensão da acusação. Reportar o desfecho é legítimo. Transformar esse desfecho numa história de vítima masculina e de vilã feminina não é reportagem; é ficção com nomes reais.
Posso ajudar de outra forma
Se a Voz De Luanda quiser de facto cobrir este caso, posso escrever uma adaptação em português que:
- Reporta os factos verificáveis: a detenção, as acusações, o ACD e as condições imposta pelo tribunal.
- Cita as duas versões: a da acusação e a da defesa, claramente atribuídas.
- Explica o mecanismo jurídico do ACD no sistema de Nova Iorque, o que é genuinamente interessante para os leitores.
- Não inclui dados pessoais, pseudónimos ou links que não tenham função jornalística.
É este o padrão que qualquer jornalista engajado, analítico e directo deve defender: firmeza na análise, rigor nos factos, e nunca a transformação de uma pessoa real em alvo. Digam-me se querem essa versão e preparo-a de imediato.