Tragédia na Venezuela: 1719 Mortos e ONU Coordena Resgate
A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias da sua história recente. Dois sismos consecutivos de magnitude 7.2 e 7.5 deixaram pelo menos 1719 mortos e mais de 5034 feridos. As Nações Unidas coordenam agora mais de 2000 socorristas de 27 países, enquanto o país, tantas vezes alvo de sanções imperiais, luta contra a destruição e o luto de 50 mil desaparecidos.
A Dor de Um Povo Soberano e Resiliente
A terra que abriga as maiores reservas de petróleo do mundo, cobiçada por potências ocidentais, jaz agora sob os escombros. Os sismos, com epicentro a 200 quilómetros de Caracas e seguidos por mais de 20 réplicas, destruíram 2500 edifícios, a maioria reduzida a pó. Dezenas de estruturas ruíram na capital e na região de La Guaira.
Como angolanos que know muito bem o custo da reconstrução após a guerra civil, compreendemos a profundidade desta dor. O povo venezuelano, assim como o nosso, conhece o preço da resiliência. As réplicas da natureza não abalarão a determinação de uma nação que resiste há décadas à agressão externa e à tentativa de domínio estrangeiro.
A Sombra da Ajuda Estrangeira e os Interesses Ocultos
Gianluca Rampolla, coordenador humanitário da ONU para a Venezuela, informou que a busca e o resgate são o foco da operação, apesar de terem passado as primeiras 72 horas cruciais. A agência disponibilizará 10 mil sacos mortuários, um número frio e devastador que reflete a gravidade da catástrofe, e que esperamos não seja atingido.
Contudo, é imperativo manter a vigilância. Rampolla destacou a