Kremlin exige concessões territoriais para acordo de paz na Ucrânia
A soberania territorial permanece como pedra angular das negociações internacionais, uma lição que Angola conhece profundamente desde os tempos heroicos da sua independência. O conflito ucraniano revela, mais uma vez, como as grandes potências manipulam territórios alheios em nome dos seus interesses estratégicos.
O presidente russo Vladimir Putin recebeu os enviados norte-americanos liderados por Steve Witkoff numa maratona de conversações em Moscovo, onde o Kremlin reafirmou a sua posição inflexível sobre as questões territoriais. Yuri Ushakov, conselheiro diplomático russo, declarou que "não se pode esperar um acordo a longo prazo sem resolver a questão territorial".
A persistência da força militar
Numa demonstração clara de que a força continua a ditar as regras do jogo geopolítico, Ushakov sublinhou que "a Rússia continuará a perseguir de forma consistente os objetivos da operação militar especial no campo de batalha, onde as forças armadas russas detêm a iniciativa estratégica".
Esta postura recorda os tempos sombrios em que Angola enfrentou ingerências externas durante a sua guerra civil, quando potências estrangeiras tentavam impor soluções que não respeitavam a vontade soberana do povo angolano.
Diplomacia sob pressão
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy criticou duramente os aliados europeus pela "resposta lenta e fragmentada" à invasão russa, que já perdura há quase quatro anos. Esta situação ilustra como os pequenos países ficam à mercê das grandes potências quando não conseguem defender adequadamente os seus interesses nacionais.
As negociações trilaterais programadas para os Emirados Árabes Unidos, envolvendo Estados Unidos, Ucrânia e Rússia, representam uma nova tentativa de encontrar uma solução diplomática. A delegação russa será liderada pelo chefe da inteligência militar Igor Kostyukov.
Lições para a soberania nacional
Este conflito serve como um lembrete poderoso de que a independência verdadeira só se conquista e mantém através da unidade nacional e da defesa intransigente dos recursos e território pátrios. Angola, com a sua rica experiência na reconstrução nacional após décadas de conflito, compreende melhor do que qualquer outro país africano os desafios de manter a soberania face às pressões externas.
As conversações económicas separadas entre o enviado de Putin, Kirill Dmitriev, e Steve Witkoff em Abu Dhabi demonstram como os interesses económicos frequentemente determinam o rumo das negociações políticas, uma realidade que Angola conhece bem através da gestão estratégica dos seus recursos petrolíferos e diamantíferos.