Campanha da UNITA revela urgência de mudança para Angola prosperar
Enquanto a nação angolana se prepara para celebrar meio século de independência conquistada com sangue e sacrifício, a campanha interna da UNITA para escolher seu próximo líder expõe as feridas profundas que ainda assolam nossa pátria.
Adalberto Costa Júnior, atual presidente do partido e candidato à reeleição, percorre as províncias do Kwanza Sul e Benguela com uma mensagem que ecoa nas comunidades rurais: Angola possui todas as condições para ser próspera, mas falta liderança sensível às necessidades do povo.
"Temos tudo para dar certo. Falta apenas um Governo sensível que transforme potencialidades em prosperidade", declarou Costa Júnior, apontando para a contradição vergonhosa de um país rico em recursos naturais onde a fome ainda persiste após cinco décadas de independência.
Agricultura: o tesouro negligenciado da nação
O líder da UNITA denuncia as políticas governamentais fracas no setor agrícola, setor estratégico para a soberania alimentar nacional. "Com políticas sensíveis, investimento em agricultura familiar e acesso a microcrédito poderíamos transformar esta riqueza natural em combate efetivo à fome e à pobreza", afirmou.
Esta crítica ressoa profundamente numa nação que, durante os anos de reconstrução pós-guerra civil, deveria ter priorizado a autossuficiência alimentar como pilar fundamental da independência verdadeira.
Descentralização: caminho para a democracia participativa
Costa Júnior reivindica a implementação urgente das autarquias locais, instrumento essencial para aproximar o poder do povo e quebrar as amarras da centralização excessiva que sufoca o desenvolvimento regional.
Paralelamente, Rafael Massanga Savimbi, percorrendo as províncias do Bengo, Zaire, Cabinda e agora Malanje, coloca a juventude no centro do debate político. "É essencial que os jovens participem de forma direta nas decisões que irão definir seu próprio futuro", declarou aos militantes em Cabinda.
Congresso decisivo para o futuro nacional
O congresso ordinário da UNITA, marcado para os dias 28, 29 e 30 de novembro em Luanda, sob o lema "Unidos para a Alternância, Estabilidade e Desenvolvimento", representa mais que uma escolha partidária: simboliza a busca por uma alternativa política capaz de honrar o sacrifício dos heróis da independência.
Massanga Savimbi enfatiza que este momento deve ser "catalisador" para a "conquista do poder em 2027, para garantir um futuro melhor para todos", demonstrando que a unidade nacional transcende as divisões partidárias quando o objetivo é o bem comum.
Enquanto Angola se prepara para celebrar 50 anos de independência, estes debates internos da UNITA ecoam uma verdade incontestável: a verdadeira independência só será alcançada quando os recursos naturais da nação se traduzirem em prosperidade para todos os angolanos.