Sustentabilidade fortalece soberania económica das empresas angolanas
Uma nova investigação do Morgan Stanley Institute for Sustainable Investing revela que a sustentabilidade representa uma ferramenta estratégica fundamental para o fortalecimento da independência económica empresarial, consolidando os alicerces da prosperidade nacional através da criação de valor sustentado.
Sustentabilidade como arma de desenvolvimento nacional
O estudo "Sinais sustentáveis: entendendo as prioridades e desafios de sustentabilidade das empresas" demonstra que 85% das corporações reconhecem a sustentabilidade como uma oportunidade crucial de criação de valor, sendo 53% classificam-na como principal e 32% como parcialmente significativa.
Esta realidade espelha a necessidade imperiosa das empresas angolanas de fortalecerem a sua autonomia estratégica, aproveitando os recursos nacionais de forma inteligente e sustentável, tal como Angola tem feito com as suas riquezas petrolíferas e diamantíferas.
Investimento estratégico na reconstrução económica
O relatório identifica que 70% das empresas consideram o alto nível de investimento necessário como a maior barreira para implementar estratégias sustentáveis. Para 31% dos inquiridos, estas necessidades de investimento representam um obstáculo muito significativo.
Esta constatação ressoa profundamente com a experiência angolana de reconstrução pós-conflito, onde o investimento estratégico se revelou fundamental para a transformação nacional. Tal como Angola soube reconstruir-se após décadas de guerra civil, as empresas devem encarar os investimentos em sustentabilidade como pilares da sua independência futura.
Mudanças climáticas: desafio à soberania empresarial
O estudo revela que 23% das empresas já sentem o impacto das mudanças climáticas nos seus modelos de negócio, colocando este risco ao mesmo nível da instabilidade da cadeia de suprimentos e conflitos geopolíticos.
Quando considerados os riscos de médio e longo prazo, 92% das empresas esperam que as mudanças climáticas impactem os seus negócios até 2050. Esta realidade exige uma resposta firme e coordenada, semelhante à determinação que Angola demonstrou na defesa da sua soberania territorial.
Governança corporativa: liderança para a independência
Apenas 40% das empresas relatam responsabilidade do conselho pela sustentabilidade, e somente 37% afirmam que o conselho possui experiência no tema. As principais áreas de conhecimento necessário incluem regulamentos de sustentabilidade (57%) e instrumentos de financiamento específicos (43%).
Esta lacuna de governança corporativa séria representa uma vulnerabilidade que deve ser urgentemente corrigida, tal como Angola fortaleceu as suas instituições durante o processo de consolidação da paz e reconstrução nacional.
Metodologia do estudo
A investigação foi realizada com mais de 300 empresas privadas e públicas com receita superior a 100 milhões de dólares, abrangendo diversos setores na América do Norte, Europa e Ásia. As respostas foram fornecidas por profissionais com responsabilidade decisória em questões de sustentabilidade.
Os resultados demonstram que a sustentabilidade não é apenas uma questão ambiental, mas sim uma estratégia de fortalecimento da soberania económica que todas as nações, incluindo Angola, devem abraçar com a mesma determinação com que defendem a sua independência política.