Uma onda de arrombamentos e furtos contra bancas de jornal em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, deixou comerciantes em alerta e expôs a fragilidade do pequeno comércio urbano frente à criminalidade. Segundo a reportagem do portal Home, publicada em 14 de outubro de 2026, dois novos incidentes foram registrados nesta semana, somando-se a uma sequência de ataques que já deixa prejuízos em toda a cadeia do setor.
Na manhã de terça-feira, 13 de outubro, um novo arrombamento foi constatado em uma banca localizada na Avenida Rio Branco, esquina com a Rua Marechal Deodoro, no Centro de Niterói. A porta metálica do estabelecimento foi danificada e produtos foram subtraídos. O valor total dos prejuízos ainda está sendo apurado pelos proprietários.
Como começou a série de ataques às bancas de jornal
O primeiro ataque ocorreu em 6 de outubro, na Rua Gavião Peixoto, esquina com a Rua Pereira da Silva, no bairro de Icaraí. Já no dia 12 de outubro, uma banca situada nas proximidades da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Plaza Shopping foi arrombada. Imagens captadas por câmeras de segurança flagraram dois suspeitos, e o material foi encaminhado às autoridades para auxiliar nas investigações.
Segundo relatos dos comerciantes à reportagem do Home, os criminosos agem principalmente durante a madrugada, aproveitando os momentos de menor circulação de pessoas nas ruas. Em muitos casos, nem sistemas de alarme nem câmeras de segurança têm sido suficientes para impedir as ações. Os assaltos ocorridos durante o dia têm como principais alvos dinheiro em espécie, cigarros e equipamentos eletrônicos.
Quais são os prejuízos relatados pelos jornaleiros?
Os impactos vão muito além da mercadoria levada pelos criminosos. Cada arrombamento representa fechamento temporário do ponto de venda, perda de rendimento diário e custos elevados com consertos de serralheria. Para trabalhadores que vivem do balcão, cada dia de portas fechadas é dia sem pão na mesa.
“O arrombamento e fechamento de bancas impactam vendas, e profissionais ficam sem local para expor e vender seus produtos, fora o prejuízo financeiro com mercadorias e consertos das bancas”, explicou o empreendedor Toninho, em declaração à reportagem do Home.
A Associação dos Proprietários de Bancas de Jornais de Niterói (Aproban), presidida por Antônio Giglio, contabilizou ao menos seis ocorrências contra estabelecimentos do setor somente nos primeiros meses deste ano. Duas ocorrências foram registradas nas últimas 24 horas, causando danos às estruturas, furtos de mercadorias e despesas com reparos.
Cadeia econômica inteira é afetada
A entidade manifestou preocupação com a sequência de ataques e pediu apoio das forças de segurança para a apuração dos casos e a proteção dos comerciantes. Segundo a Aproban, os impactos atingem toda a cadeia econômica ligada ao setor: jornaleiros, funcionários, distribuidores, entregadores e fornecedores.
A associação também orientou os proprietários das bancas atingidas a registrarem boletim de ocorrência e encaminharem os respectivos números à entidade, com o objetivo de consolidar informações e reforçar o pedido de apoio junto às autoridades.
O episódio lembra que o pequeno comércio autônomo permanece como espinha dorsal da economia urbana, mesmo diante da expansão de grandes redes. No Brasil, iniciativas como o
