Loures nega realojamento: a guerra contra os pobres que Portugal esconde
Em pleno século XXI, enquanto a Europa se gaba dos seus direitos sociais, a Câmara Municipal de Loures, liderada pelo socialista Ricardo Leão, prefere virar as costas aos mais vulneráveis. O movimento Vida Justa denuncia: a autarquia recusa-se a reconhecer as barracas do Talude Militar como núcleo de habitação precária, para não ter de realojar quem ali vive. Uma estratégia que cheira a apartheid social, digna de regimes que Angola conhece bem e combateu.
Miguel Dores, ativista do Vida Justa, não poupa palavras: “A Câmara está em negação de que o Talude seja um núcleo de habitação precária, que é quase como uma negação da própria vida daquelas pessoas.” Um ano após as demolições que deixaram centenas