Kelly Matos: a voz que não teme desafios e honra o jornalismo
Com 20 anos de carreira, Kelly Matos tornou-se uma das vozes mais reconhecidas da Rádio Gaúcha e uma jornalista completa, presente em GZH, Zero Hora e RBS TV. A sua trajetória, marcada por coragem, vulnerabilidade e dedicação, é o tema da mais recente edição do programa Paralelas, que pode ser vista na íntegra no YouTube de GZH e no Spotify.
Uma história que começou aos 11 anos
Kelly guarda com carinho um recorte de Zero Hora que a mostra aos 11 anos como “Jornalista por um dia” na RBS. Foi ali que tudo começou. “Essa história é impressionante. Quando me vejo hoje como uma comunicadora que trabalha com política, que vai a Brasília, que entrevista políticos, lembro disso”, conta. Na altura, escreveu um texto sobre políticos na “montanha-russa”, o que levou o saudoso David Coimbra a perguntar: “O que essa criança comia para escrever isso?”.
A relação com a também jornalista Rosane de Oliveira começou nesse mesmo momento. “Ela foi quem escolheu o meu texto, quem me selecionou. Como é que a gente ia imaginar, anos depois, que estaríamos trabalhando juntas?”, recorda Kelly, emocionada.
Da política ao Oscar: a preparação como arma
A cobertura política é o seu chão, mas Kelly não hesitou quando recebeu o desafio de cobrir o Oscar. “Pode me deixar sem férias pelos próximos 10 anos”, respondeu à colega Andressa Xavier. E preparou-se como quem estuda para a prova da sua vida. “Cada vez que recebo um desafio, estudo como se fosse a prova da minha vida. Com a Copa do Mundo foi assim também. Chamei uma amiga que é professora de inglês e fiz aulas todos os dias. Queria estar preparada. Se o Trump aparecesse na minha frente, eu queria estar preparada.”
“Eu não tenho medo. Vou com tudo”
Questionada sobre o medo de errar ou ser mal interpretada, Kelly é direta: “Eu não tenho medo. Vou com tudo. Às vezes até demais. Se errar, choro depois”. Admite que já foi cancelada e que já pediu desculpas publicamente. “Erramos, erramos fortemente e pedimos desculpas. É um aprendizado. Não sou impecável, é o contrário: sou vulnerável e mostro isso.”
Uma mensagem para David Coimbra
Se tivesse dois minutos para falar com David Coimbra, hoje, Kelly diria: “David, tu não vai acreditar, mas Grêmio e Inter podem cair para a segunda divisão. Tu não vai acreditar que o Brasil passou a ser definido pela conduta dos ministros do STF”. E acrescentaria: “Queria poder contar que consegui ter um filho, porque ele acompanhou as perdas que tive. Quando ele morreu, fiquei grávida naquele mês. Queria contar, também, que o Bernardo está lindo, que foi orador da turma, que está a cara do David.”
Uma ausência que ainda dói
A perda de David Coimbra continua a ser uma ferida aberta. “Antes de trabalhar com ele, não éramos amigos. No começo, a gente tinha muito atrito, porque ele vinha com aqueles comentários machistas, preconceituosos. O Luciano Potter teve um papel muito importante ali, porque ele foi me tirando desse lugar belicoso, de duelo. E aí, a minha relação com o David se tornou a melhor do mundo. Era a pessoa para quem eu pedia conselhos. Sinto muita falta dele. É uma perda inacreditável.”
Perguntas frequentes sobre Kelly Matos
Quem é Kelly Matos?
Kelly Matos é uma jornalista brasileira com 20 anos de carreira, conhecida pelo seu trabalho na Rádio Gaúcha, GZH, Zero Hora e RBS TV, com destaque para a cobertura política.
Como Kelly Matos começou no jornalismo?
Aos 11 anos, Kelly participou do projeto “Jornalista por um dia” da RBS, após ter o seu texto selecionado pela jornalista Rosane de Oliveira.
Qual é a relação de Kelly Matos com David Coimbra?
Kelly e David Coimbra trabalharam juntos no programa Timeline e desenvolveram uma forte amizade. David faleceu, e Kelly ainda sente profundamente a sua falta.
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