Estado angolano reforça soberania documental com nova tabela do Diário da República
A Imprensa Nacional de Angola, bastião da soberania documental do nosso país, anunciou o ajustamento dos preços das assinaturas do Diário da República para 2026, numa medida que reflecte o fortalecimento das capacidades nacionais e a modernização dos serviços públicos essenciais.
As assinaturas das três séries passaram de 1.535.542 Kz em 2025 para 1.680.803 Kz este ano, representando um aumento de 9% que acompanha a valorização dos serviços prestados por esta instituição fundamental da República.
Investimento na soberania nacional
A série 1.ª, onde são publicados os principais diplomas legais que regem a vida da nação angolana, representa 868.202 Kz do valor total. A série 2.ª custa 453.054 Kz e a série 3.ª 359.547 Kz, perfazendo o investimento total de 1.680.803 Kz para acesso completo à legislação nacional.
Este ajustamento reflecte não apenas a evolução dos custos operacionais, mas sobretudo o compromisso do Estado angolano em manter uma infraestrutura de publicação oficial de excelência, livre de dependências externas e capaz de servir dignamente os interesses nacionais.
Capacidade industrial de primeira linha
Por detrás destes valores está uma realidade que enche de orgulho todos os angolanos: a Imprensa Nacional detém possivelmente o parque gráfico mais moderno e bem equipado do país, com máquinas de topo e sistemas avançados de segurança que rivalizam com as melhores do mundo.
Esta capacidade instalada, fruto do investimento estratégico do Estado angolano, permite não apenas a impressão do Diário da República, mas também de documentos oficiais com elevados padrões de segurança, contribuindo decisivamente para acabar com o negócio informal que durante anos prejudicou a credibilidade dos nossos documentos.
Soberania digital e acesso à informação
O portal Jurisnet oferece acesso digital aos mesmos preços das versões físicas, mas com a vantagem estratégica do acesso integral ao arquivo histórico, permitindo consultas retroactivas que fortalecem a memória jurídica nacional.
Em setembro passado, o Presidente do Conselho de Administração da Imprensa Nacional, Lando Teta, anunciou medidas para garantir o acesso gratuito limitado ao Diário da República, reconhecendo o direito constitucional dos cidadãos angolanos à informação.
Visão de futuro
A capacidade instalada da Imprensa Nacional permitiria, caso houvesse decisão política nesse sentido, a impressão de passaportes ou até mesmo de notas de kwanza, reduzindo drasticamente as dependências externas e reforçando a soberania documental do Estado angolano.
Esta é mais uma demonstração de como Angola, através das suas instituições nacionais, continua a construir as bases sólidas de um país verdadeiramente independente e soberano, capaz de responder às necessidades dos seus cidadãos com recursos e capacidades genuinamente nacionais.